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GT de Formação de Professores discute caminhos para política institucional da Unicamp em diálogo com a Unesp

No dia de hoje, 26 de junho de 2026, a Unicamp deu continuidade às discussões estratégicas para a estruturação de sua Política Institucional de Formação de Professores. Em encontro virtual promovido pelo Grupo de Trabalho (GT) de Formação de Professores — instituído pela Portaria GR nº 16/2026 —, os membros do comitê receberam representantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para partilhar experiências sobre a consolidação de políticas formativas voltadas à Educação Básica.

Este evento dá sequência ao ciclo de diálogos interinstitucionais iniciado na semana anterior, quando o GT recebeu a professora Carmen Teresa Gabriel, coordenadora do Complexo de Formação de Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desta vez, o encontro contou com a participação do professor Sebastião Carlos Gonçalves (Assessor Técnico de Gabinete da Pró-Reitoria de Graduação da Unesp) e da professora Elisângela Pavanelo Rodrigues dos Santos (Presidente da Comissão Permanente de Licenciatura da Unesp), com o objetivo de conhecer a trajetória histórica, a capilaridade e a estrutura metodológica desenvolvida pela instituição paulista.

A Unesp em números e a trajetória de institucionalização

A abertura e condução dos diálogos foram coordenadas pelo vice-presidente do GT, professor Arnaldo Pinto Júnior (Assessor do Gabinete do Reitor). Na primeira parte da reunião, o professor Sebastião Carlos Gonçalves traçou um panorama robusto das licenciaturas na Unesp, que atualmente conta com 48 cursos de licenciatura distribuídos por 15 cidades do estado de São Paulo, totalizando 66 opções de entrada.

Sebastião apresentou o histórico de discussões na Unesp, que remonta à criação de um Fórum de Trabalho em 2009 e à posterior consolidação da Comissão Permanente de Licenciatura. Um dos grandes marcos destacados foi a elaboração de um texto-base, em 2023, voltado a unificar os procedimentos de estágio supervisionado e da prática como componente curricular entre os diferentes campi. O assessor também pontuou os desafios atuais impostos pelas Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (Resolução CNE nº 4/2024 e Deliberação CEE nº 232/2025), que demandam a inserção dos estágios desde o primeiro ou segundo ano das graduações.

Princípios da Política da Unesp: Coformação e Identidade Própria

Na segunda metade do encontro, a professora Elisângela Pavanelo detalhou os pilares que sustentam o documento da Política Institucional de Formação de Professores da Unesp. Ela reforçou que a proposta não se limita a um mero ajuste normativo, mas sim a um “projeto de universidade” que define claramente a identidade das licenciaturas em contraposição aos bacharelados.

A política da Unesp estrutura-se a partir do conceito-chave de coformação, que estabelece uma relação horizontal e dialógica de corresponsabilidade entre a universidade pública e a escola básica no locus da profissão. O projeto organiza-se em três perguntas norteadoras: Que profissional pretendemos formar? Quais características a licenciatura deve ter? Como promover essa formação?. A partir disso, a instituição estruturou sua atuação em quatro eixos integradores, que atravessam temas contemporâneos urgentes como direitos humanos, inclusão, equidade, diversidade e o compromisso ético-político do docente.

Nesse contexto de integração com a rede pública, a professora Elisângela destacou a relevância histórica dos Núcleos de Ensino, programa implementado na Unesp desde 1987 e que já beneficiou mais de 4.000 bolsistas. Diferente de outras iniciativas, o programa caracteriza-se pela indissociabilidade entre ensino e pesquisa, gerando resultados científicos a partir da atuação direta de licenciandos e docentes universitários no cotidiano das escolas de educação básica. Atualmente, a Unesp mantém 21 núcleos ativos, com 84 projetos que promovem uma parceria horizontal e dialógica, reforçando a corresponsabilidade da universidade na formação contínua e na resolução de problemas reais do ambiente escolar.

Debates e Próximos Passos

O encontro abriu espaço para um debate produtivo entre os membros do GT da Unicamp. Foram discutidas questões vitais como a valorização do docente formador, a articulação com as redes de ensino e a gestão dos novos desenhos de estágio e extensão.

Como encaminhamento prático, o GT de Formação de Professores da Unicamp continuará processando os subsídios colhidos nestas rodadas de interlocuções externas para dar corpo à redação do documento-base da política institucional da universidade.

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