Docentes da Universidade Federal do Paraná ministram Palestra sobre Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação

As professoras Laura Ceretta Moreira e Tatiana Izabele Jaworski de Sá Riechi, ambas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), conduziram na manhã do último dia 5/11 a palestra “Programa de Identificação e Acompanhamento de Jovens com Altas Habilidades/Superdotação na Universidade”. O evento aconteceu no Espaço de Apoio ao Ensino e Aprendizagem (EA2) e contou com a participação de representantes de diferentes cursos da Unicamp.

Promovido pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG), o agendamento da visita das palestrantes sucedeu a visita do Reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, à UFPR. “Ao tomar conhecimento desse projeto de identificação de estudantes com altas habilidades/superdotação, solicitei à Pró-Reitora de Graduação da Unicamp que efetivasse o convite às professoras responsáveis, pois enxerguei ali grande importância para a nova fase que a Unicamp irá vivenciar”, explicou Knobel.

Atenta aos diferentes perfis de seus estudantes, incluindo o ingresso de novos estudantes medalhistas de olimpíadas científicas a partir de 2019, a Unicamp tem buscado trocar experiências e debater com outras universidades dentro e fora do estado de São Paulo, a fim de se preparar para recebê-los oferecendo o melhor suporte possível. “A PRG tem trabalhado com a perspectiva de conhecer melhor seus alunos. E, de forma colaborativa e dentro das nossas possibilidades, buscar mecanismos para apoiar sua permanência e trajetória acadêmica”, enfatizou a Pró-Reitora, Eliana Amaral.

Laura Ceretta Moreira explica que “há dificuldade nos conceitos e identificação de estudantes superdotados/ com altas habilidades, inclusive em documentos oficiais. O que acarreta dificuldades para identificá-los e dar condições para que tenham um percurso que corresponda ao seu potencial”, pontuou Laura. De acordo com Laura, os números apontam que apenas 0,03% dos estudantes são identificados com altas habilidades/superdotação em todo país, segundo dados do Inep, o que está subestimado.

A professora Tatiana Izabele Jaworski de Sá Riechi relata que no ano de 2018 foram realizadas mais de 200 avaliações de estudantes com altas habilidades/superdotação na UFPR. “Eventualmente recebemos alunos que já possuem um laudo de avaliação, mas, no caso daqueles que não foram identificados anteriormente, é preciso que a própria Universidade faça esse trabalho”, diz Tatiana.

Para a Diretora Executiva de Ensino Pré-Universitário (DEEPU), Teresa Celina Meloni Rosa, a palestra foi uma oportunidade para aprender mais sobre o assunto, e vislumbrar várias aplicações dentro dos programas da diretoria. “Coloquei os profissionais que atuam nos colégios técnicos da Unicamp em contato com as palestrantes para que projetos sejam desenvolvidos e aplicados”, conta Teresa.

Docente na Faculdade de Tecnologia (FT), em Limeira e coordenador do Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), Marco Antonio Garcia de Carvalho conta que esta é sua primeira experiência em ouvir e discutir de forma acadêmica e científica a questão das altas habilidades/superdotação. “Percebi a importância do reconhecimento desses estudantes e, sobretudo, da existência de uma estratégia voltada para atuar com eles de maneira personalizada, entendendo suas qualidades (e limitações). A Unicamp deve estar atenta, pois, assim como outras Instituições, tem em seu corpo discente pessoas que merecem o melhor de nós, educadores, a fim de desenvolver ainda mais seu potencial”, destaca Marco.

“A identificação e o suporte para estudantes com altas habilidades/superdotação está entre as iniciativas que ainda não estão sendo desenvolvidas pela Universidade, mas são meta para a atual gestão. Precisamos planejar como podemos atender, com nossos recursos e de forma criativa, as especificidades de todos os grupos de estudantes”, finalizou Eliana Amaral.

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