Webinar “Como tem sido a educação remota emergencial num país da América Latina?

Dando continuidade no ciclo de webinário de maio ontem, dia 12, foi realizado o encontro que teve como tema “Como tem sido a educação remota emergencial num país da América Latina”, entre a Pró-Reitoria de Graduação – PRG, junto com EA2 (Espaço de Apoio ao Ensino e Aprendizagem), o GGTE (Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais), e alguns docentes da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México). Os convidados foram: Melchor Sánchez Mendiola, Marina Kriscautzky Laxague, Nancy A. Galván Aguilar, Ruth Torres Carrasco e Enrique R. Buzo Casanova, que além de docentes trabalham com a Coordenação do Desenvolvimento Educacional e Inovação Curricular.

A conversa teve como eixo os desafios que cada universidade estão tendo para implementar o ensino remoto, o que está sendo aprendido nesse período e quais as possíveis alternativas para o sistema avaliativo dos estudantes.

A Unam é uma universidade que possui números expressivos de estudantes, em seu último ciclo 2019-2020, contavam com quase 361 mil alunos, sendo quase 218 mil em 129 cursos de licenciatura (que corresponde aos cursos de Graduação), 31 mil alunos na pós-graduação e 112 mil em cursos de bachillerato (cursos técnicos profissionalizante) e com 41.332 professores, em 15 faculdade na Cidade do México em outras cidades. A Unicamp possui, atualmente, cerca de 40 mil alunos de graduação e pós graduação. 

Os curso de Graduação da Unicamp são totalmente presenciais, aplicado o ensino a distância para os cursos de extensão a comunidade, especializações que não são classificadas como stricto sensu. E na Unam 90% de seu ensino é presencial e 10% no modelo Educación en Línea ( educação online).

“O que os especialista em educación en línea dizem é que isso não é educación en línea, um online learning. É uma resposta urgente, por meio tecnológico, para seguir adiante e cumprir a missão da Universidade” – Melchor Sánchez

Na conversa é possível perceber que as dificuldades que ambas as universidades enfrentam são parecidos. As dificuldades de acesso a internet ou a equipamentos, pois o uso do celular para o estudo é diferente do uso habitual. A pressão e o estresse que alunos e professores enfrentam nesse momento. E ambas as universidades possuem uma plataforma para ajudar professores e alunos nesse novo modo de ensino. Para manter uma regularidade do ensino, tentar manter os horário estabelecidos, para não sobrecarregar os alunos. 

As avaliações

Seguindo o calendário acadêmico a época para as avaliações estaria chegando, porém, com essa nova situação há de se repensar nos métodos de avaliação. A Unam segue um calendário diferente onde as provas só ocorreram mais para frente. Mas já refletindo sobre o assunto Melchor acredita que esse é o momento para se repensar nos métodos de avaliação, que seja usado para apoiar quem necessite. 

Marina Kriscautzky complementa “Tem que repensar a educação como um conjunto. Tanto o ensino, a avaliação, a nossa ideia do como o estudante aprende tem que mudar”. E a Pró-Reitora Prof° Eliana Amaral encerra, pensando no que espera em uma educação focado nos estudantes, não apenas na formação profissional, mas retomar a essência da universidade, de formar cidadãos.

Veja o encontro na íntegra
Texto: Giovana Lima, com supervisão Profª Daniela Gatti